20 de abril de 2017


E hoje estamos exactamente a um ano desta viagem que promete revelar a Índia aos olhos da cultura do Yoga, não é muito tempo para começar a planear a viagem de uma vida ;)
Mais info em facebbok.com/casaganapati ou ana@casaganapati.com

9 de fevereiro de 2017



Vedānta existe para aquele que tendo descoberto uma insuficiência no mundo para encontrar uma plenitude volta essa busca para si mesmo.

Meditação, ciclo de sat saṅgas, 6, 7 e 8 de Junho, Casa Gaṇapati, Porto

Muṇḍaka Upaniṣad, 15,16, 17 e 18 de Junho, Casa Gaṇapati, Porto


Na parte final de cada um dos quatro Vedas encontram-se as Upanishads. A estas é dada a designação geral de Vedanta. A palavra se deriva de vedanam antah, que significa o final dos Vedas. Outra designação dada às Upanishads, geralmente usada e que carrega uma significação importante, é Sruti, que significa aquilo que é ouvido. Aqui podemos apreciar que as Upanishads não são um conhecimento teórico contido em livros, mas um ensinamento que deve ser ouvido.
Vedanta não é um sistema filosófico. Tampouco religião. Vedanta é uma tradição de ensinamento transmitido de mestre a discípulo num fluxo perene desde tempos imemoriais. Assim como não podemos dizer o que veio primeiro, se a árvore ou a semente, é impossível delinear um começo para esse ensinamento.

Leia mais sobre o que a Professora Gloria Arieira escreveu sobre vedānta, aqui.

Mais info aqui.

4 de fevereiro de 2017


Tinha 18 anos quando lá fui pela primeira vez. Tinha o idealismo e as ilusões próprias de uma rapariga dessa idade e lembro-me como se fosse hoje do dia em que a minha mãe me disse: vamos à Índia. Era um sonho que me surgiu cedo e que partiu de imagens mas sobretudo de um livro “O Deus das Pequenas Coisas”. O yoga ainda não tinha entrado na minha vida, ou melhor, a minha vida ainda não tinha entrado no yoga.

Há muito tempo que não me sento em frente a uma tela em branco, há muito tempo que não me entrego ao teclado e deixo escoar livremente o português, mas hoje senti essa vontade e que tema melhor do que a Índia para despertá-la.
A minha primeira viagem à Índia foi uma daquelas atrás dos vidros e das cortinas de bons hotéis. Picamos o ponto em todas as paragens obrigatórias e incontornáveis: do Taj Mahal, ao Palácio dos Ventos em Jaipur, da grande Mesquita de Old Delhi às margens do Ganges em Varanasi, dos templos do Kama Sutra em Khajuraho à entrada do deserto no Rajastão... Lugares magníficos que me comoveram certamente, testemunhos de uma civilização que foi, para dizer o mínimo, brilhante. Costumes e tradições que me surpreenderam e encheram de curiosidade por serem tão distantes dos nossos. Paladares que me conquistaram rapidamente  pela criatividade destemida com que se misturam os sabores. Mas acima de tudo as pessoas, aquelas pessoas, aqueles milhares de indianos que se cruzaram comigo naquela viagem deixaram um olhar profundo dentro de mim e quando o avião de regresso descolou eu sabia que ia voltar.

E VOLTEI! Voltei mais 4 vezes com o yoga e com outros olhos, mas sempre com o mesmo amor. Eu amo a Índia. Tal como da primeira vez que lá fui, quando em meio da miséria de Varanasi, a pisar o lixo na rua com o cheiro de corpos a serem cremados a alguns metros de distância e o barulho ensurdecedor do trânsito, dos vendedores e dos pujaris e seus cantos eu me questionei como podia ser aquele o meu sonho e nem precisei de responder, eu hoje sei que aquilo é parte de mim.
Já visitei o norte e o sul, já me perdi nas vielas de Old Delhi e já meditei no Golden Temple, já fiz várias massagens ayurvédicas no Kerala e já passei horas a entrar nos majestosos templos do Sul, já fiz muitos quilómetros, alguns amigos, família até, e foi naquela terra que encontrei um Mestre e que me casei, nas margens do rio Ganges com vista para os Himalaias, na cidade de Rishikesh.
Vieram os filhos e as viagens tornaram-se mais difíceis, mas em nenhum momento a ligação se perdeu, infelizmente o L e a C não vão conhecer o Swami Dayanda como gostaríamos mas saberão sempre quem ele é e que a mais de 8 mil kms de distância, num continente chamado Ásia existe um país onde Ganesha é rei e senhor, onde se tiram os sapatos à entrada de casa, onde  ser vegetariano é a norma e onde a apreciação do TODO é a mais incontornável verdade.


24 de janeiro de 2017

RETIRO DE YOGA


Aprofundando o Haha Yoga
 com Miguel Homem e Simão Monteiro
28 de Abril a 1 de Maio


O Simão e o Miguel voltam a juntar-se para praticar, estar em silêncio, conviver, fazer kīrtan, dar umas gargalhadas e estendem o convite a quem mais quiser a partilha.
O tema “Aprofundando o Haha Yoga” vem no seguimento desta nova série de retiros que nos propomos fazer, orientados para a prática do yoga. A nossa proposta é um tempo de retiro dedicado à prática, junto de pessoas que partilham o mesmo gosto e com quem podemos aprender mais.
Sim, parece simples. Sim, é simples, porque na simplicidade é que nos encontramos.

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Praticantes de quaisquer tradições são bem-vindos! Mais info aqui.



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20 de janeiro de 2017


"Save the date"! Este ano voltamos a juntar  estes dois grandes amigos e professores num lugar muito especial! A pedido de várias famílias e aproveitando o feriado será um retiro de 3 dias! Divulgaremos em breve todas as informações.

25 de outubro de 2016

Nova edição do Curso de Ajustes!


Este curso dirige-se a praticantes e professores de yoga de uma forma geral, sejam de haṭha yoga no sentido lato, sejam de aṣṭāṅga yoga ou outros métodos, que queiram aprender mais desta especificidade tão sensível que é sermos conduzidos no sentido certo, dentro de cada āsana, pela mão ou sugestão de um professor.
Todos os que queiram aprender ou relembrar são bem vindos!

Este curso, integralmente prático, é para pormos mãos à obra!

Mais info aqui.